segunda-feira, setembro 12, 2016

Tese que virou livro compara processo de produção de notícias entre Brasil e Portugal


Este trabalho baseia-se na tese de mestrado “Jornais brasileiros e portugueses – análise comparada do processo de produção de notícias”, realizada em 2003/2004, que teve como principal objectivo perceber como acontece o processo de produção de notícias de dois jornais brasileiros (O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo), comparativamente aos jornais portugueses (Diário de Notícias e Público).

Os Media (Meios de Comunicação) têm sido estudados em contextos que procuram explicar, não só os seus conteúdos, mas também as suas relações com outras instituições sociais, e com a sua audiência (Williams, 2003). Estudar, portanto, a organização dos Media, é estudar o mais completo quadro dos “papéis” que estas representam, bem como a reprodução das suas ideologias.

Tudo começa quando os Media dão relevo a um acontecimento. Tipos diferentes de temas requerem quantidades e qualidades diferentes de coberturas jornalísticas, que têm o objectivo comum de atraírem a atenção do público-alvo. Chama-se esta, a fase da “Focalização”. Posteriormente, tal acontecimento deve ser interpretado através de um Framing ou “Enquadramento Noticioso” (ou seja, através da “imposição” de um quadro interpretativo fornecido pelos Meios de Comunicação). Ainda nesta fase, os Media também podem agregar outros acontecimentos, considerados menos importantes, mas que se desenrolam num processo de continuidade, devido à vivência do próprio jornalista. Finalmente, com base no material recebido, os Media irão escolher aquele que consideram ter o “peso” necessário para ser publicado. Portanto, pode-se dizer que, por um lado, os Media criam a “agenda” do que será lido pelo seu público, mas por outro lado, também constituem-se como os “porta-vozes” deste público.

Uma revisão à literatura clássica anglófona sobre este tema revelou que, a escolha das notícias se dá através do papel de “guardas”, chamados de “gatekeepers”, que controlam o “portão” de entrada das que devem ou não entrar no jornal. Os jornais possuem diversos tipos de gatekeepers, desde o repórter, que apesar de ter sido “obrigado” a fazer determinada notícia, tem a possibilidade de escolher quem irá entrevistar, e de que maneira irá “olhar” e abordar aquele tema; até ao editor que, por fim, irá seleccionar as notícias que serão publicadas. Porém, todo este processo está submetido à política organizacional do jornal e sofre influências de diversas instituições externas. Ou seja, tanto o repórter, quanto o editor, devem fazer suas escolhas baseando-se na linha editorial do órgão de comunicação para o qual trabalham, e levando em consideração as suas fontes de informação. Como resultado, nunca se poderá responsabilizar um só comunicador pelo produto final dos Media, mas todos aqueles que participaram neste processo.

Neste sentido, e a par da introdução das Tecnologias da Informação e da Comunicação que (já naquela época, e hoje ainda mais) têm trazido mudanças significativas na maneira como se faz jornalismo, penso que este estudo sempre poderá ser considerado uma mais-valia para a clarificação dos processos de produção jornalísticos.

Juliana Chatti Iorio
Agosto de 2016

Este livro baseado na minha tese de mestrado "Jornais brasileiros e portugueses - análise comparada do processo de produção de notícias" já encontra-se à venda através do link: https://www.morebooks.de/…/jornais-b…/isbn/978-3-330-74149-2

Editora: Novas Edições Acadêmicas
Por (autor): Juliana Chatti Iorio         
Número de páginas: 172
Publicado em: 2016-08-19
Stock: Disponível

domingo, setembro 04, 2016

Livro "Jornais brasileiros e portugueses - análise comparada do processo de produção de notícias" já encontra-se à venda!

O livro baseado na minha tese de mestrado "Jornais brasileiros e portugueses - análise comparada do processo de produção de notícias" já encontra-se à venda através do link: https://www.morebooks.de/…/jornais-b…/isbn/978-3-330-74149-2

Tendo como ponto de partida uma revisão da bibliografia produzida por diversos autores, clássicos, anglófonos, sobre o processo de produção de notícias; este estudo, na medida em que compara o processo de produção de notícias de dois jornais portugueses "Diário de Notícias" e "Público" com dois jornais brasileiros "O Estado de São Paulo" e "Folha de São Paulo", fornece dados relevantes para os estudos comparados no mundo lusófono.
Descobrir, portanto, como determinados jornais portugueses e brasileiros funcionam, é descobrir as diferenças e semelhanças entre o jornalismo que é produzido no Brasil e em Portugal, e assim, poder apontar eventuais problemas e/ou vislumbrar eventuais soluções.
Deste modo, este livro destina-se não só aos estudantes e profissionais da área, mas à todos os sujeitos da esfera pública, portadores de uma opinião pública, e que, portanto, nas sociedades ditas democráticas, tenham essa opinião despertada através dos meios de comunicação.

Por (autor): Juliana Chatti Iorio         
Número de páginas: 172
Publicado em: 2016-08-19
Stock: Disponível

https://www.morebooks.de/store/pt/book/jornais-brasileiros-e-portugueses/isbn/978-3-330-74149-2


Qualquer tipo de divulgação, será muito bem vinda!
Obrigada!
Juliana Iorio

sábado, setembro 03, 2016

Vindimas: Tradição ou uma nova forma de atração turística?

O fim do verão e o início do outono em Portugal é conhecido como a época das Vindimas, ou seja, a época da colheita da uva para a fabricação de vinho.
Antigamente este era um momento de festa, um momento de convívio, onde os pequenos produtores colhiam, escolhiam e, por fim, pisavam (literalmente) as uvas, para que estas, depois, pudessem fermentar em barricas, até que o vinho estivesse pronto.
Atualmente este processo está muito mais modernizado (e há quem diga "descaracterizado"). A "apanha" da uva manual já quase não existe, porque as grandes herdades, em suas culturas intensivas, passaram a utilizar máquinas para fazê-la.

Máquina para apanha de uva de cultura intensiva

Com esta máquina é possível apanhar as uvas de 1 hectare em apenas 1 hora

No entanto, determinadas cepas (estirpes), cuja produção não pode ser intensiva, ainda contam com o processo manual.

Cepa Touriga Nacional
Em Beja, no baixo Alentejo, a Casa Santa Vitória  possibilita, entre os dias 24 de Agosto e 14 de Setembro, uma visita turística à todo o processo de produção de vinho tradicional, que vai desde a apanha da uva, até a Adega (onde se escolhe e se pisa a uva em um lagar de pisa a pé), culminando numa prova de vinhos. Esta visita tem  um custo de 50 euros por pessoa, e inclui um almoço "tipicamente alentejano".

A apanha da uva

A escolha da uva

O lagar de pisa a pé

A prova de vinhos
A Casa Santa Vitória é uma empresa do grupo Vila Galé (muito conhecido pelos seus hotéis tanto em Portugal, como no Brasil), fundada em 2002, e que hoje possui maior visibilidade devido aos seus vinhos:  Versátil, Santa Vitória e Inevitável. Localizada no Vila Galé Clube de Campo (Distrito de Beja), para além de 127 hectares de vinhas e 150 hectares de olival plantados, a Casa Santa Vitória faz parte de um projeto de agroturismo, ou Turismo Rural, que hoje integra os ramos da hotelaria, agricultura e gastronomia.

Plantação intensiva de Nectarina

Plantação intensiva de Pêra Rocha

Zona de Caça Associativa

Por isso, para além da visita, quem quiser hospedar-se no hotel Vila Galé Clube de Campo, poderá fazê-lo a partir de 100€ a diária.

segunda-feira, agosto 29, 2016

"Jornais brasileiros e portugueses - análise comparada do processo de produção de notícias" - Publicado!

Hoje recebi a notícia de que o meu livro, baseado na minha tese de mestrado "Jornais brasileiros e portugueses - análise comparada do processo de produção de notícias" vai ser publicado pela editora "Novas Edições Académicas".
Portanto, daqui entre 6 e 8 semanas, já estará disponível para compras online!
Quem quiser adquirir a versão impressa poderá comprá-la através do site: https://www.morebooks.de/



Os jornalistas que estiverem interessados em divulgá-lo, poderão solicitar a versão online, pedindo à "Novas Edições Académicas":

Jornais brasileiros e portugueses - análise comparada do processo de produção de notícias
ISBN: 978-3-330-74149-2
Editor: iciumac
Autor: Juliana Chatti Iorio

sexta-feira, agosto 05, 2016

Como a geografia influencia o meu trabaho desde 2003, e só agora é que me dei conta disso!


Recebi um convite para publicar a minha tese de mestrado, que foi realizada em 2003/2004, na Universidade Católica, em Lisboa, sobre "Jornais brasileiros e portugueses - análise comparada do processo de produção de notícias", e achei interessante porque:

1 - Em primeiro lugar, na altura tentei publicá-la, mas como os assuntos que incluíam "Brasil e Portugal" ainda não tinham uma grande audiência, fosse no Brasil, fosse em Portugal, nenhuma editora mostrou-se interessada;

2 - Em segundo lugar, porque só a pouco tempo, dei-me conta de que o meu trabalho não constava no repositório da dita universidade, apesar de o ter entregue, na altura, em formato digital. Ou seja, desde 2005 (data em que defendi a tese), o meu trabalho encontra-se na biblioteca da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, mas quem quiser acessa-lo, terá de deslocar-se até a dita Universidade, porque a mesma, passados mais de 10 anos, ainda não conseguiu disponibilizá-la online (Sem comentários!)

3 - Em terceiro lugar, porque o exercício que tive de fazer para atualizar uma tese realizada em 2003/2004, além de ter-me trazido de volta aos estudos da comunicação (e de me ter-me relembrado porque eu gosto tanto disso!), fez-me descobrir o quanto a geografia havia influenciado o meu trabalho, desde aquela época!
Talvez eu só tenha dado conta disso agora, porque estou a trabalhar nesta área e, por isso, tudo o que tem a ver com a influencia geográfica, geopolítica e geoeconómica, tem-me chamado a atenção!

De qualquer forma, foi curioso ler determinados trechos da minha tese sobre comunicação, com referências geográficas:

"A aproximação geográfica do acontecimento relativamente a audiência, influencia o que deve ser publicado". (E aqui hoje acrescento, não só geográfica, mas geopolítica e geoeconómica também!)

"A dimensão geográfica de Portugal dispensa a instalação de sucursais em outras regiões do país."

"Portugal dá aos países da União Europeia, a mesma importância que o Brasil direciona aos principais Estados brasileiros"

"Devido a dimensão geográfica de Portugal (ser muito menor que a brasileira) é natural que o Brasil produza muito mais notícias Nacionais, que olhe mais para "dentro", do que os jornais portugueses".

Enfim... Quando o livro for finalmente publicado, vocês poderão ver, para além da dimensão geográfica, quais são as outras dimensões que podem aproximar ou distanciar o processo de produção de notícias nos dois países em questão.

Para já, a título de curiosidade, deixo-vos um pensamento:

Por vezes, determinadas coisas, as quais não demos grande importância na altura, entram nas nossas vidas, e, de repente, outra vez sem nos darmos conta, nos encontramos completamente mergulhados nelas!

Juliana Iorio

terça-feira, julho 12, 2016

E se o povo acordasse? Será que isso é possível?

Ou ser humano é mau por natureza; ou possui a memória muito curta, ou simplesmente muda de opinião conforme mais lhe convém!

Esta semana aconteceram dois episódios, que apesar de não terem nada a ver um com o outro me fizeram pensar e questionar algumas coisas:

1 - "Que humanidade mais desumana!"
2 - "Porque antes, ser nacionalista era mau, e agora já é bom?"
3 - Porque antes, FADO, FAMÍLIA e FUTEBOL, eram sinónimos de um governo ditatorial, e agora já não são mais?

O primeiro episódio remete-me ao que aconteceu com o toureiro espanhol, Victor Barrio, morto a tourear em Espanha, no último dia 9 de Julho.
A notícia publicada pela Revista Sábado, em sua página no Facebook, gerou uma série de comentários e aquelas "carinhas" de escárnio que, literalmente, me fizeram ter vergonha de ser humana!



Não vou entrar aqui no facto de ser contra ou favor de touradas, ou que não se deve fazer mal ao bicho, não, não vou discutir nada disso aqui, porque cada um tem a sua opinião e eu respeito todas as opiniões, ok?

O que está em causa aqui é que as pessoas, para defenderem as suas opiniões, justificam a morte de um ser-humano através de comentários com uma falta de compaixão inacreditável! Ou seja, as pessoas confundem as suas opiniões com a compaixão, o sentido de humanidade e respeito pela dor do próximo... É, literalmente, "morreu à torrear (e a minha opinião é que eu sou contra a tourada porque tenho pena do bicho), então bem feito!"
Minha gente, o facto de ser contra a tourada e ter dó do bicho não tem nada a ver com o nosso sentido de compaixão e respeito pela vida humana, ok? Por isso, comentários como os que eu lí no Facebook da Revista Sábado, penso que poderiam ter sido evitados:

Por exemplo: "Quem anda à chuva molha-se" (Óbvio! Mas se eu, me puser a fazer um desporto radical, como escalar o Everest, por exemplo, e me acontecer alguma coisa, também vou ouvir alguém dizer "Quem anda a chuva molha-se? Se eu fumar demais e morrer de enfisema pulmonar, se beber demais e morrer de cirrose hepática, se fizer sexo e não usar preservativo e morrer de alguma doença sexualmente transmissível, também vou ter ouvir "Quem anda à chuva molha-se?" Será que esta frase é mesmo apropriada e necessária, seja em que contexto for?)

Eu não irei colocar todos os comentários chocantes que lá estão, mas quem tiver paciência, ir à página do Facebook da Revista Sábado.

Quando aos meus outros dois questionamentos, deparo-me com uma Europa cada vez mais nacionalista (o que antes era considerado um perigo, devido ao exemplo do nacionalismo exacerbado que nos levou às duas grandes guerras, parece estar ganhando cada vez mais terreno) e ser-se nacionalista, de repente, passou a ser uma coisa boa! Sim, ok, ser nacionalista pode ser bom! Temos que nos valorizar, acreditar no potencial do nosso país, isso sim! Gostar que o nosso time de futebol seja campeão... enfim... mas não podemos esquecer que o nacionalismo também pode nos levar ao que está acontecendo à Grã-Bretanha neste momento, o famoso "BREXIT", ou seja, "não queremos mais os estrangeiros aqui porque somos nacionalistas e a Grã Bretanha é dos bretões". Oi? Aonde é que eu já ouvi isso... A Alemanha é dos alemães... Por isso acho que vale sempre a pena PENSAR (aliás essa é a palavra chave!) e não simplesmente rotular: O Nacionalismo é Bom ou o Nacionalismos é mau!

O mesmo se tem passado com a trilogia FADO, FAMÍLIA e FUTEBOL! Ainda essa semana, após o FUTEBOL se ter sobressaído em Portugal (o que na época de Salazar teria sido considerado o ópio do povo para desviar a atenção do país dos problemas mais proeminentes), e o Presidente da República Portuguesa ter dito que iria à FÁTIMA agradecer (coisa que também na época de Salazar teria sido considerado um desvio de atenção à religião) hoje, estão a ser vistos como bons olhos em Portugal.

A selecção “Nação valente” ainda pode levar Marcelo a Fátima

Eu, de facto, acho que a memória das pessoas (e aí obviamente) não falo somente dos portugueses, é muito curta! As pessoas esquecem-se muito rapidamente das coisas e, por isso, uma coisa que um dia foi a grande "BESTA" da história de uma nação, passa, logo a seguir, a ser "BESTIAL!" Por outro lado, também acho que aos políticos isto lhes convém... Assim, enquanto lhes der jeito, vamos falar de FUTEBOL, fazer o povo esquecer as mazelas do dia-a-dia, e também esquecer que um dia Salazar falou nos 3 F(s)!

Mas e se o povo acordasse, hein?

Juliana Iorio

segunda-feira, julho 11, 2016

O que significa serviço Público em Portugal?

Se existem algumas diferença evidentes entre Portugal e Brasil, uma delas é a conceção do que é um Serviço Público.

No Brasil, Público significa GRATUITO e pronto.
Assim, Saúde Pública é igual à Saúde Gratuita, Ensino Público é igual à Ensino Gratuito, e por aí vai...

Em Portugal, NADA É GRATUITO! Tudo que é Público tem um coparticipação do Estado, mas isso não significa que não tenhamos que pagar nada por isso. Saúde Pública, pagamos uma taxa moderadora, e o Estado coparticipa com o resto. Ensino Público, pagamos uma propina (mensalidade) muito inferior do que se fôssemos pagar em uma Instituição privada, mas pagamos, e o Estado entra com o resto. Até o serviço de Rádio e Televisão Portuguesa nos é cobrada uma taxa na conta de eletricidade. Ou seja, em Portugal, Público não é sinónimo de gratuito.

Explicadas as diferenças, qual sistema é melhor?

Na minha modesta opinião, o melhor sistema é aquele que funciona! Ou, na falta de um funcionamento de excelência, aquele que, pelo menos, funciona melhor!

Se não, vejamos:
- De quê adianta ser gratuito e não ter qualidade nenhuma?
- De quê adianta ser gratuito, se você não poder utilizá-lo porque não há médicos, não há remédios, não há nada?
- De quê adianta ser gratuito se você é obrigado a fazer um Plano de Saúde Privado (que também nem sempre é bom, mas normalmente é caríssimo), porque o Público não dá conta do recado?

Nesse caso, eu prefiro pagar a taxa moderadora (que normalmente é um valor irrisório, em comparação com um serviço privado), e ter o resto coparticipado pelo Estado; sabendo, entretanto, que será possível utilizar esse Serviço Nacional de Saúde.

Com todos os problemas que a crise trouxe para Portugal nos últimos anos, o que obviamente também afetou o Serviço Nacional de Saúde, numa simples comparação com o Serviço de Saúde Público no Brasil, posso, sem sombras de dúvidas, afirmar que ainda prefiro o português.

Moral da história:
Nem tudo que é Público tem que ser gratuito.
Se for Público, e eu tiver que pagar uma taxa moderadora (que ronda entre os 5 e 15 euros - dependendo se for uma consulta ou uma urgência), mas eu for atendida porque ainda há médicos e ainda há materiais para que os médicos possam continuar a fazer os seus trabalhos, não me importo em pagar!

Juliana Iorio

quarta-feira, julho 06, 2016

Sobre as Novas Edições Académicas!

Muito se tem falado sobre esta Editora, inaugurada em 2013, que anda convidando muita gente a publicar os seus trabalhos.
Uns dizem que é um "editora predatória" visto que publicam de tudo, com a revisão do próprio autor.
Outros já dizem que, por estar sediada na Alemanha, até possui algum estatuto...
Não sei... A única coisa que sei, e que não poderia deixar de publicar aqui (apesar de já há muito não escrever neste blog), é que se esta editora tem conseguido dar alguma visibilidade à trabalhos que, até então, ninguém tinha acesso, então, na minha opinião, ela, de alguma forma, tem conseguido fazer um bom trabalho!

Imaginem uma pessoa que terminou o mestrado ou doutoramento com uma nota até boa (o que indica que deve ter realizado um bom trabalho), mas, no entanto, nenhuma editora considerada de "renome" quis publicar esse trabalho? (Aliás, acho que isso é o que mais acontece!)

Pois bem, agora imaginem  que a Universidade aonde esta tese foi defendida, ainda não teve a capacidade de disponibilizá-la numa plataforma online (o quê, por incrível que pareça, ainda é a realidade de algumas universidades) e que, por isso, a única maneira dos interessados em lerem esta tese, será através do documento em papel que, teoricamente, deverá estar disponível na biblioteca desta universidade.

Ora, num mundo globalizado, você ter como única possibilidade de acesso à uma tese, o formato em papel, consultável única e exclusivamente na biblioteca da universidade aonde a mesma foi defendida, é a mesma coisa que você não ter a sua tese disponibilizada!

E é aí que eu pergunto: Por que, então, você passou entre dois a cinco anos da sua vida pesquisando algo no mestrado ou no doutoramento (respetivamente), se ninguém (ou muito poucas pessoas) terão acesso à sua pesquisa? E isso não significa que não haja "N" pessoas interessadas em ler esta pesquisa!

Bem, a proposta das "Novas Edições Acadêmicas" é, justamente, publicarmos um livro baseado em nossas teses. Obviamente, esta não é nenhuma atitude altruísta e, como qualquer outra editora, o que esta também pretende é vender livros! Seja online ou em papel. Por isso, o que a faz convidar muitos estudantes a publicarem os seus trabalhos é, claramente, este aspeto mercadológico. O título da tese é atraente? É um título que teria o interesse de muitos leitores? É um título que venderia muitos livros? Portanto, em primeiro lugar, não devemos nos iludir com o interesse súbito desta editora pelos nossos trabalhos.

Por outro lado, devemos sim, tentar tirar o melhor partido desta situação. Bem ou mal é uma oportunidade que estão a dar-nos para divulgarmos um trabalho que, talvez, se não fosse deste modo, nunca seria divulgado. Assim, tal publicação sempre poderá ser uma mais-valia, visto que no fim, o que conta mesmo, é a qualidade do seu trabalho, e não o veículo pelo qual ele foi divulgado!

Mas que é preciso divulgar, é!
Juliana Iorio

sábado, junho 18, 2016

Livros fresquinhos, acabadinhos de sair!

Olá Pessoal!
Faz tempo que eu não escrevo aqui, pois não? Até havia esquecido a minha senha!
Mas ando (Graças à Deus) mesmo sem tempo! E agora com o Facebook... Já viram, né?
De qualquer forma, hoje passei para deixar a dica de dois livros onde eu colaborei, que foram publicados recentemente:

1 - Vagas Atlânticas - Migrações entre Brasil e Portugal no início do século XXI
Com organização de João Peixoto, Beatriz Padilla, José Carlos Marques e Pedro Góis.
Publicado pela Editora Mundos Sociais (2015), pode ser adquirido através deste link:

http://www.mundossociais.com/livro/vagas-atlanticas/87


Nele, o capítulo no qual colaborei chama:
"Mobilidade internacional de estudantes do ensino Superior: Os alunos universitários brasileiros em Portugal "- com Maria Lucinda Fonseca e Alina Esteves







2 - Global Changing and Human Mobility
Editors: Domínguez-Mujica, Josefina (Ed.)
Publicado pela Springer (2016), pode ser adquirido através deste link:

http://www.springer.com/gp/book/9789811000492#aboutBook

Neste, o capitulo no qual colaborei chama:
"International Mobility of Brazilian Students to Portugal: The Role of the Brazilian Government and University Strategies in Portugal" - com Maria Lucinda Fonseca e Sónia Pereira


Boas Leituras!
Juliana Iorio


terça-feira, outubro 27, 2015

PESQUISA SOBRE OS ESTUDANTES BRASILEIROS NO ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL

Estará patente, até ao final de Janeiro de 2016, através do link:
https://docs.google.com/forms/d/1bmGfUgg6IKcSnlUsaV5pua7SHPPvw14vjL65TVKTsNA/viewform
o Questionário Online dirigido à todos os estudantes brasileiros que se encontram no ensino superior português.
Este inquérito faz parte do Projeto de Doutorado em Migrações da, também estudante brasileira, Juliana Chatti Iorio, sobre as "Trajectórias de Mobilidade Estudantil: os estudantes brasileiros no ensino superior em Portugal" e, por isso, pede-se à todos os estudantes brasileiros com o perfil solicitado que dediquem 20 minutinhos do seu tempo para respondê-lo. Para além de ser brasileiro e do motivo principal da sua mudança de residência para Portugal ter sido os estudos (Graduação - intercâmbio e plena, Mestrado e Doutorado - sanduíche e pleno) o aluno deverá estar no país há, pelo menos, 3 meses.
Este projeto está a ser desenvolvido no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, sob orientação da Prof. Dra. Lucinda Fonseca, e com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia em Portugal.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Feliz Natal!!!

Adorei essa publicidade! Por isso, deixo-vos aqui como o meu "Cartão de Natal"!
Feliz Natal e um Ótimo 2015! ;)